Pesquisa “Juventude e Políticas Sociais no Brasil” foi lançada pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Márcio Pochmann, nesta terça-feira.
Da Redação redacao@novohamburgo.org
O Brasil “chegou tarde” aos jovens com políticas. A constatação é do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea.
Márcio Pochmann (foto) lançou nesta terça-feira, dia 19, a pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, que analisa a situação dessa população em relação ao acesso a direitos como educação, saúde, cultura e segurança.
“Há uma série de êxitos nas políticas para esse segmento, no entanto, a inserção dos jovens nas políticas públicas é algo muito recente ”, avalia Pochmann, lembrando da Constituição de 1988. O Brasil tem hoje 50 milhões de jovens entre 15 e 29 anos, o que representa 26% do total da população – 190 milhões.
O estudo do Ipea aponta, por exemplo, que 31% dos jovens brasileiros podem ser considerado pobres e apenas 13% têm acesso ao ensino superior na faixa etária dos 18 aos 24 anos.
AVANÇOS – Na avaliação do diretor de estudos e políticas sociais do Ipea, Jorge Abrahão, a juventude entrou na agenda de políticas públicas somente no final dos anos 90. Para ele, nos últimos anos a “institucionalização” dessas políticas resultaram em melhoria para o jovem.
Abrahão cita como medidas importantes a criação da Secretaria Nacional da Juventude e do Conselho Nacional da Juventude, em 2005. Quem concorda com a avaliação positiva é o secretário nacional da Juventude, Beto Cury. “Avançamos muito mais nos últimos cinco anos do que se fez em décadas no Brasil”, defende. “O país entrou tarde na atenção ao jovem, mas entrou forte. Temos uma longa trajetória pela frente.”
Por outro lado, Márcio Pochmann salienta que falta coordenação e articulação entre as diversas políticas públicas voltadas para a juventude. “Elas padecem de um problema que é a baixa coordenação. Temos programas em diferentes ministérios no governo federal e diversas políticas em âmbito estadual e municipal”, explica. “Sem uma coordenação, a capacidade ser eficiente e reduzir custos fica comprometida.”
Com informações da Agência Brasil
FOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

