Governo chinês estuda revogar lei que permite que casais tenham somente um filho
O governo chinês está considerando rever a lei que proíbe casais de terem mais de um filho. Segundo a vice-ministra da Comissão de Planejamento Familiar e População Nacional, Zhao Baige, a política de natalidade, conhecida como “política do filho único”, está sendo discutida pelas lideranças nacionais e poderá ser revista.
Zhao descartou a anulação da lei e defendeu que o objetivo do debate é reavaliar a política do filho único com seriedade e responsabilidade em algumas partes do país, para evitar atitudes bruscas que possam resultar em um aumento inesperado no número de nascimentos.
Ela explicou que regiões como a província de Henan, muitas famílias ainda desejam ter mais de um filho por causa de tradições antigas. Mas, segundo o governo, não há recursos para suportar um aumento rápido na população, pois “nessas regiões o meio ambiente já é muito frágil”, explicou Zhao. Em áreas afastadas onde residem minorias étnicas e em metrópoles, como Pequim e Xangai, as famílias têm permissão para ter até dois filhos.
Envelhecimento
O governo da China está preocupado com o envelhecimento da população e com a falta de recursos necessários para manter os 1,3 bilhão de pessoas alimentadas. Segundo dados da Economist Intelligence Unit, o número médio de filhos por mulher é atualmente de 1,7 , uma taxa de fertilidade bem menor que os 5,8 registrados na década de 1970, e inferior a 2,0 , que é a média de renovação da população.
Estatísticas oficiais prevêem que em 2033 o número de pessoas chegará a 1,5 bilhão, atingindo o auge da expansão populacional. Depois disso, o movimento deve entrar em período de declínio.
