TSE testará nova urna eletrônica em três cidades brasileiras. Novo sistema usa impressão digital como forma de identificação
O sistema de urnas eletrônicas brasileiras já é reconhecido por todo o mundo como um dos mais modernos para serem usados em eleições públicas. Mas, o Tribunal Superior Eleitoral pensa que o recurso pode ser ainda mais elaborado e tecnológico. Para isso, testará nestas eleições, em três municípios brasileiros, uma urna que identificará o eleitor por suas impressões digitais.
A novidade será usada pela primeira vez nos municípios de Fátima do Sul (MS), Colorado D´Oeste (RO), e São João Batista (SC), todos com cerca de 15 mil habitantes. Estes locais já teriam que, necessariamente, passar por revisão do eleitorado. E vão servir de “pilotos” do projeto.
A partir da próxima segunda-feira, dia 3 de março,, quase 50 mil eleitores destes municípios serão cadastrados no novo sistema. Além do registro das impressões digitais, o banco de dados terá a fotografia digital de cada eleitor. A intenção é excluir a possibilidade de uma pessoa votar no lugar de outra, o que hoje ainda é possível.
Agilidade no processo eleitoral
Para o TSE, a medida vai tornar o processo de votação mais rápido, pois a confirmação da identidade do eleitor será automática, com a simples leitura de sua impressão digital. O próprio eleitor vai liberar a urna eletrônica para a votação. “O benefício é que a Justiça Eleitoral terá certeza que quem está inserindo o voto é aquele eleitor. Isso traz segurança para o eleitor e para a democracia”, disse o diretor-geral do TSE, Athayde Fontoura Filho.
Caso haja dúvidas em relação ao eleitor ou sua digital não seja reconhecida pelo sistema biométrico, o mesário terá à disposição uma relação com os nomes e as fotos de todos os eleitores daquela seção. “A diretriz é não cercear o direito de voto do eleitor. Se houver algum impedimento na identificação digital, partiremos para o método convencional”, explicou o secretário de tecnologia do tribunal, Giuseppe Dutra Janino.
Os testes iniciais
Para iniciar o período de testes, o TSE comprou 60 equipamentos para fazer o cadastramento, compostos de uma câmera fotográfica digital, um notebook e um scanner. Eles custaram cerca de R$ 12 mil cada. E serão distribuídos igualmente entre os três municípios.
A Justiça Eleitoral disponibilizou R$ 1 milhão para cada um dos municípios em que será implantado o projeto-piloto. Ao todo, 60 servidores, sendo 20 do Ministério da Justiça, que tem parceria com o TSE na iniciativa, vão ficar responsáveis pelo cadastramento. Com a conclusão do trabalho, prevista para 1º de abril, um ou dois kits vão permanecer em cada um dos municípios para cadastrar novos eleitores futuramente.
O objetivo da Justiça Eleitoral é que, em 10 anos, todos os eleitores brasileiros estejam cadastrados no novo sistema, o que, estima o TSE, custaria cerca de R$ 200 milhões. Mas, para isso, é preciso aprovar um projeto de lei no Congresso Nacional.
