A ciência desenvolvida nas escolas públicas ganhou espaço na Mostratec 2026, realizada na Fenac, em Novo Hamburgo. As redes municipais de ensino de Novo Hamburgo e Estância Velha participaram da feira com 38 projetos científicos, mostrando como a pesquisa pode fazer parte da aprendizagem desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Novo Hamburgo apresentou 31 trabalhos, desenvolvidos em 24 instituições de ensino, enquanto Estância Velha participou com sete projetos selecionados a partir da Feira Municipal de Ciências e Tecnologia (Fecitec).
As pesquisas abordaram temas próximos da realidade dos estudantes, como preservação ambiental, saúde, violência contra a mulher, primeiros socorros, inclusão e desafios da sociedade.
Novo Hamburgo reúne 31 pesquisas de escolas municipais
A rede municipal de Novo Hamburgo registrou a participação de 31 grupos de pesquisa, representando 23 escolas municipais de Educação Básica (EMEBs) e uma escola municipal de Educação Infantil (EMEI).
Os projetos envolveram crianças e adolescentes de diferentes etapas escolares, além de estudantes da EJA.
Entre os trabalhos apresentados estavam pesquisas sobre abandono de animais, reciclagem, qualidade do sono, mudanças climáticas, saúde mental e representatividade.
As questões sociais também ganharam destaque. Estudantes investigaram temas como feminicídio, machismo no ambiente escolar, violência contra a mulher e participação feminina na política.
Na Educação Infantil, a curiosidade das crianças deu origem a estudos sobre aranhas, formigas, árvores, frutas e hortas escolares. Já entre os estudantes dos anos iniciais, apareceram pesquisas sobre saúde bucal, vitiligo e meio ambiente.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Smed), o município vem ampliando desde 2025 o incentivo à participação dos estudantes em feiras científicas, inclusive com apoio para apresentações em eventos internacionais.
O secretário municipal de Educação, André Luís da Silva, destacou que a proposta busca democratizar o acesso à pesquisa e ampliar as oportunidades de aprendizagem dos estudantes da rede pública.
Estância Velha apresenta sete projetos selecionados na Fecitec
Em Estância Velha, sete trabalhos de escolas municipais conquistaram espaço na Mostratec após o credenciamento na Feira Municipal de Ciências e Tecnologia (Fecitec).
Na Educação Infantil, a EMEI Amiguinhos do União apresentou “A Arte de Construir”, enquanto a EMEF José de Alencar participou com “Um céu de mistérios”.
A EMEF Marechal Cândido Rondon levou o projeto “O arroio que passa por nós”, voltado à investigação de questões relacionadas ao ambiente local.
Entre os estudantes do 4º ao 6º ano, a EMEF Érico Veríssimo apresentou “Primeiros Socorros: Aprendendo a Salvar Vidas”.
A EMEF Otávio Rocha participou com três pesquisas: “Do abuso ao Feminicídio”, “Perspectiva do Plástico” e “Geração Prateada: (in)visibilidade no mercado de trabalho e sociedade”, esta última desenvolvida na Educação de Jovens e Adultos.
A participação permitiu aos estudantes apresentar os resultados de suas investigações, compartilhar experiências e conhecer trabalhos produzidos por alunos de outras escolas e localidades.
Mostratec 2026 reúne estudantes de 13 países
A 41ª edição da Mostratec reuniu 796 projetos de estudantes de 13 países, além de representantes de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal.
Organizada pela Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, a feira contou com pesquisas de diferentes níveis de ensino e atividades voltadas à ciência, à tecnologia e à inovação.
A programação de visitação pública ocorreu de 27 a 29 de outubro, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo, com entrada gratuita.
Mais do que apresentar experiências e resultados, a participação na Mostratec oferece aos estudantes a oportunidade de desenvolver habilidades como comunicação, pensamento crítico, trabalho em equipe e resolução de problemas.
Para as escolas de Novo Hamburgo e Estância Velha, a presença na feira também representa uma oportunidade de dar visibilidade ao conhecimento produzido diariamente nas salas de aula e aproximar a comunidade das pesquisas realizadas pelos alunos.
