Representantes dos comitês de Infraestrutura e Serviços da ACI e de imobiliárias de Novo Hamburgo e Campo Bom se reuniram com a consultora regional de negócios da CPFL RGE Energia, Elisandra de Castro.
A reunião tratou de melhorias no atendimento aos consumidores e no fornecimento de energia na região.
O encontro ocorreu no Espaço Conexão ACI e deu continuidade a uma série de demandas encaminhadas à concessionária em setembro.
Entre os problemas relatados estão dificuldades relacionadas à troca de titularidade, comunicação com a empresa, validação de documentos, débitos de locatários, religação de energia, atualização cadastral e atendimento a imobiliárias.
Também foram apontadas falhas em cadastros de imóveis, falta de padronização no atendimento, dificuldades envolvendo documentos, transferência de responsabilidade e cobrança de débitos de terceiros.
Atendimento em Novo Hamburgo está entre as prioridades
O documento apresentado à concessionária também registra demora no atendimento da agência de Novo Hamburgo, falta de filas preferenciais, lentidão nos processos e nas respostas, ausência de canal técnico, instabilidade no sistema, problemas de acessibilidade e dificuldades de orientação a idosos e pessoas de baixa renda.
Segundo a representante da CPFL RGE, três pontos terão atenção inicial:
- integração das informações da concessionária com o cadastro municipal de imóveis de Novo Hamburgo;
- uso do nome do locatário no cadastro da concessionária;
- redução das dificuldades no atendimento da agência de Novo Hamburgo.
Investimentos da RGE na rede
Durante a reunião, Elisandra também informou que a concessionária vem realizando investimentos para reforçar a rede de energia diante de temporais e mudanças climáticas.
Segundo ela, foram investidos R$ 40 milhões em 2025 para atender 100 mil clientes de Novo Hamburgo.
Os recursos foram destinados, entre outras ações, à substituição de postes de madeira por estruturas de fibra e concreto, à poda de árvores e à retirada de materiais que oferecem risco à rede.
A representante afirmou ainda que 90% dos casos de falta de energia são provocados por objetos que atingem a rede e que 97% dos postes na área de atuação da empresa já são de concreto.
Com sede em São Leopoldo, a CPFL RGE atua em 381 municípios gaúchos e atende cerca de 3 milhões de consumidores.
