Os preparativos para os 50 anos da Diocese de Novo Hamburgo já começaram — e parte da identidade que marcará a celebração será construída com a participação da própria comunidade.
A instituição promove concursos para escolher dois símbolos que acompanharão o caminho até o Jubileu de Ouro: o Hino Oficial dos 50 anos e a identidade visual da celebração. A Diocese foi criada em 2 de fevereiro de 1980 e chegará às cinco décadas de história em 2030.
Para o hino, o convite é dirigido a compositores, músicos, poetas, agentes de pastoral e demais integrantes das comunidades. Não é necessário ser músico profissional e as propostas podem ser apresentadas individualmente ou representar equipes, corais ou grupos, conforme as regras previstas no edital.
A ideia vai além de encontrar uma música para uma data comemorativa. A proposta vencedora deverá transformar em letra e melodia aspectos da história, da fé, da unidade e da missão evangelizadora da Diocese, criando um símbolo capaz de ser incorporado às celebrações e à caminhada das comunidades.
Uma história de 50 anos transformada em música
O desafio para os participantes será traduzir uma trajetória de cinco décadas em uma composição que tenha identidade própria e, ao mesmo tempo, possa ser cantada por diferentes comunidades.
Entre os elementos sugeridos como inspiração estão os 50 anos da Diocese, a fé e a identidade católica, a união entre paróquias e comunidades, a missão de evangelizar, a Eucaristia, a vida comunitária, a Catedral São Luiz Gonzaga, santos e padroeiros e a própria realidade das cidades que integram o território diocesano.
A composição também deve estabelecer uma ponte entre passado e futuro: recordar a trajetória construída até aqui, mas transmitir esperança e compromisso com os próximos anos.
Há um requisito importante: o resultado precisa realmente funcionar como um hino.
Segundo as orientações do concurso, a composição deve ter caráter solene, festivo e comunitário, mas também ser acessível. A intenção é que possa ser cantada tanto em grandes celebrações quanto nas pequenas comunidades, por assembleias, corais e grupos de canto.
O refrão terá atenção especial e deverá ser marcante e de fácil memorização. Estruturas musicais excessivamente complexas, letras muito extensas ou elementos que dificultem o canto coletivo devem ser evitados.
Participantes precisam enviar letra, música e explicar a criação
Não basta encaminhar apenas uma gravação.
Cada candidato deverá apresentar a letra completa, organizada em estrofes e refrão, além de cifra para acompanhamento instrumental e, preferencialmente, a partitura com a linha melódica principal.
Também será exigido um áudio de demonstração. A gravação não precisa ter uma produção profissional e poderá ser feita de forma simples, utilizando voz e um instrumento harmônico, como violão ou teclado.
Outro item previsto é uma justificativa da composição. Nela, o participante deverá explicar a inspiração da obra, sua ideia central, referências teológicas e pastorais e a relação construída entre a música e o cinquentenário.
A obra deverá ser inédita e autoral. Plágios, paródias, adaptações de músicas já existentes ou utilização de melodias protegidas por direitos autorais não serão aceitos.
A participação é voluntária e não haverá premiação financeira.
Comissão avaliará música, mensagem e relação com a Diocese
As composições serão analisadas por uma comissão formada por pessoas ligadas a diferentes áreas, podendo reunir representantes da Diocese, Pastoral, Pascom, clero e Comissão Diocesana de Liturgia e Canto Sagrado, além de músicos, maestros e especialistas convidados.
Entre os critérios estarão a qualidade e fundamentação da letra, coerência com a fé católica, qualidade técnica da música, facilidade para o canto comunitário, originalidade e relação da obra com a história da Diocese e o Jubileu de Ouro.
Também serão consideradas a harmonia entre letra e melodia e a capacidade da composição de criar identificação e transmitir o caráter celebrativo da data.
Depois da escolha, a obra vencedora ainda poderá passar por ajustes técnicos em aspectos como letra, melodia, partitura e execução, em diálogo com a comissão responsável.
O objetivo é preparar uma composição que possa acompanhar diferentes momentos do jubileu e ser utilizada em celebrações, encontros, eventos, gravações, transmissões, materiais pastorais e conteúdos digitais.
Identidade visual também será escolhida
A música não será o único elemento criado especialmente para o cinquentenário.
Outro concurso lançado pela Diocese vai escolher a identidade visual dos 50 anos. A proposta deverá representar a história, a espiritualidade e a caminhada evangelizadora da Igreja local e será utilizada nos materiais relacionados ao jubileu.
Nesse caso, a criação envolve não apenas uma marca principal, mas os elementos necessários para formar uma linguagem visual capaz de identificar a celebração nos diferentes meios e materiais utilizados ao longo da preparação.
A abertura dos concursos permite, assim, que dois elementos centrais da comunicação do Jubileu de Ouro — aquilo que será visto e aquilo que será cantado — tenham participação da comunidade em seu processo de criação.
Preparação para 2030 já está em andamento
A escolha do hino e da identidade visual integra uma mobilização que começou bem antes do cinquentenário.
Em julho, a Diocese avançou na organização das subcomissões responsáveis pela preparação dos 50 anos. A celebração principal será em 2 de fevereiro de 2030.
A proposta é envolver gradualmente paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e outros grupos na construção do jubileu.
Nesse contexto, o hino escolhido terá a missão de ultrapassar o caráter de uma música comemorativa. A própria Diocese destaca que a intenção é criar uma composição que possa permanecer na memória da Igreja local e represente as diferentes comunidades que construíram essa trajetória.
Em outras palavras, o desafio lançado aos compositores é colocar meio século de história em alguns minutos de música.
Informações e regulamentos podem ser consultados diretamente no site da Diocese de Novo Hamburgo.
