Processo de restauração das pinturas integra preparação do futuro museu do artista e busca manter viva parte da história cultural da cidade
As obras do artista Carlos Alberto de Oliveira, conhecido como Carlão, estão passando por um processo de restauração que busca preservar um dos principais patrimônios culturais de Novo Hamburgo. O trabalho faz parte das etapas de preparação para a abertura do futuro Museu de Carlão, previsto para ser inaugurado nos próximos meses.
Com o passar do tempo, as pinturas começaram a apresentar sinais naturais de desgaste, como pequenas rachaduras, alterações nas cores e outros detalhes que exigem cuidados especializados. A recuperação está sendo realizada pela empresa Floresta Restauro, que também atuou na restauração do Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, e no acervo do Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre.

Restauração das obras busca manter características originais
Antes do início do trabalho, cada tela passa por uma análise detalhada para identificar o estado de conservação. Segundo a restauradora Cristina Ferrony, o processo exige atenção técnica e cuidado para preservar ao máximo as características originais das pinturas.
A proposta é manter elementos importantes da identidade artística de Carlão, como tonalidades, texturas e traços presentes nas obras. O trabalho busca garantir que as peças continuem representando fielmente a produção do artista hamburguense.
Preservação da memória cultural da cidade
Além da recuperação das telas, o projeto também representa uma iniciativa de preservação da memória cultural de Novo Hamburgo. Conforme Cristina, restaurar as obras é uma forma de manter a arte acessível para as próximas gerações.
O futuro museu dedicado ao artista deve reunir parte importante da trajetória de Carlão, considerado um dos nomes mais marcantes da produção cultural do município.
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