Entidade vê riscos e oportunidades após decisão que altera regras de importação norte-americanas
A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti se posicionou oficialmente sobre as recentes mudanças nas tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos a produtos importados, incluindo itens brasileiros exportados pelo Vale do Sinos e região.
O que diz o manifesto da ACI sobre as tarifas dos EUA
No documento, a associação ressalta que a Corte norte-americana decidiu, por 6 votos a 3, que a autoridade para estabelecer esse tipo de taxação pertence ao Congresso dos EUA e não ao Executivo, resultando na invalidação das sobretaxas extras que vinham pressionando exportadores brasileiros.
Segundo a entidade, essa mudança representa um alívio imediato para setores da economia regional, como o calçadista e o moveleiro, que vinham sentindo os efeitos dos custos adicionais nas exportações.
Incertezas e cenários após a mudança de tarifas
Embora a medida represente uma vitória jurídica para comerciantes e exportadores, a ACI alerta que ainda há incertezas. O governo dos EUA já sinalizou a possibilidade de criar nova tarifa global de 15%, porém não está claro se ela substituirá ou se somará às anteriores. Além disso, outras taxas vinculadas à importação de produtos como aço e alumínio permanecem vigentes, o que mantém um certo nível de instabilidade no ambiente de comércio internacional.
Em função desse cenário, a entidade recomenda que os empresários tenham cautela ao firmar contratos de longo prazo sem cláusulas que permitam ajustes caso as tarifas mudem novamente nas próximas semanas.
Possibilidade de reembolsos por tarifas inválidas
O manifesto da ACI também menciona que, com a declaração de ilegalidade de algumas das taxas pelo judiciário dos EUA, pode haver caminhos, ainda que lentos e burocráticos, para importadores buscarem reembolso por valores pagos a mais. No entanto, a associação ressalta que esse processo não deve ser visto como um retorno financeiro imediato e que pode levar tempo até que decisões concretas sejam tomadas em instâncias inferiores da Justiça americana.
O documento foi assinado pelos principais dirigentes da ACI, incluindo o presidente Robinson Oscar Klein, e reforça a intenção da entidade de acompanhar de perto a evolução das mudanças nas tarifas e seus impactos para as empresas da região.
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