Avanço econômico no terceiro trimestre reforça a recuperação do Estado após desafios recentes
O Rio Grande do Sul registrou crescimento de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2025, na comparação com os três meses anteriores. O dado, divulgado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, confirma a retomada da atividade econômica gaúcha e sinaliza um cenário de maior estabilidade após um período marcado por desafios climáticos, fiscais e estruturais.
O resultado positivo é atribuído à reação consistente de setores estratégicos da economia estadual, como indústria, serviços e comércio, além do fortalecimento gradual do consumo e do ambiente de negócios. O desempenho do terceiro trimestre consolida uma trajetória de recuperação observada ao longo de 2025, com reflexos diretos na geração de emprego e renda.
Segundo a avaliação do Executivo estadual, o crescimento reflete um conjunto de fatores, entre eles políticas de estímulo à economia, investimentos em infraestrutura, recuperação de cadeias produtivas afetadas por eventos climáticos extremos e maior previsibilidade fiscal. O comportamento do PIB também indica maior confiança de empresários e investidores no ambiente econômico do Estado.
Indústria, comércio e serviços impulsionam o crescimento do terceiro trimestre do PIB
A indústria voltou a ter papel relevante no avanço do PIB, especialmente nos segmentos ligados à transformação, alimentos, metalmecânica e bens intermediários. A retomada da produção industrial gaúcha tem impacto direto sobre o emprego formal e sobre a arrecadação, criando um efeito positivo em cadeia para outros setores.
O setor de serviços, tradicionalmente o de maior peso na economia do Estado, também apresentou desempenho favorável no período. Atividades como transporte, logística, comércio, turismo e serviços empresariais acompanharam a retomada do ritmo econômico, impulsionadas pelo aumento da circulação de pessoas e mercadorias e pela reorganização das atividades produtivas.
Já o comércio foi beneficiado pela melhora gradual do poder de compra das famílias e pela retomada da confiança do consumidor. Datas sazonais, ações promocionais e maior previsibilidade econômica contribuíram para aquecer as vendas no trimestre, especialmente nos centros urbanos e polos regionais.
Desempenho setorial na comparação anual
Na base interanual, a indústria gaúcha cresceu 3,7%, com variação positiva em todas as suas atividades. Na indústria de transformação (4,2%), destacaram-se os aumentos na fabricação de produtos do fumo (45,3%), máquinas e equipamentos (13,1%), produtos alimentícios (8,7%), celulose, papel e produtos de papel (12,9%) e bebidas (12,9%).
Os serviços avançaram 0,7% na comparação anual, com crescimento em outros serviços (1,8%), atividades imobiliárias (1,7%), intermediação financeira e seguros (0,8%), transportes, armazenagem e correio (0,8%) e administração, educação e saúde públicas (0,1%). Em contraste, houve recuo nos serviços de informação (-1,6%) e no comércio (-0,4%). Dentro desta atividade, as quedas de maior impacto na taxa total ocorreram nas vendas de veículos (-15,1%), de material de construção (-8,9%) e de móveis e eletrodomésticos (-11,9%). Por outro lado, hipermercados e supermercados (2,3%), combustíveis e lubrificantes (3,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,4%) apresentaram crescimento.
Para o governo estadual, os números do PIB reforçam a importância da manutenção de políticas públicas voltadas ao equilíbrio fiscal, à atração de investimentos e ao apoio aos setores produtivos. A gestão destaca que o crescimento econômico sustentável depende da continuidade de reformas, da modernização do Estado e da ampliação de parcerias com a iniciativa privada.
O desempenho do terceiro trimestre também é visto como um indicativo positivo para o fechamento do ano. Embora o cenário nacional e internacional ainda apresente incertezas, o avanço da economia gaúcha demonstra capacidade de adaptação e recuperação, mesmo diante de um contexto desafiador.
Outro aspecto destacado é o impacto do crescimento econômico na arrecadação estadual, que tende a se fortalecer com o aumento da atividade produtiva. Esse movimento cria espaço para novos investimentos públicos, especialmente em áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança, além de ampliar a capacidade do Estado de honrar compromissos e planejar ações de longo prazo.
O governo ressalta, no entanto, que os resultados não eliminam a necessidade de cautela. A reconstrução de regiões afetadas por eventos climáticos recentes, a competitividade da indústria gaúcha e a qualificação da mão de obra seguem como desafios centrais para os próximos períodos. Ainda assim, o crescimento de 4,5% no terceiro trimestre é interpretado como um sinal claro de retomada.
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Economistas apontam que o desempenho do PIB do Rio Grande do Sul acompanha uma tendência de recuperação observada em algumas economias regionais, mas com características próprias. A diversidade da matriz produtiva gaúcha, que combina agronegócio, indústria e serviços, é vista como um diferencial importante para sustentar o crescimento.
Com o resultado do terceiro trimestre divulgado, a expectativa agora se volta para os próximos trimestres e para o desempenho consolidado de 2025. O desafio, segundo o governo e analistas, será transformar a recuperação em crescimento contínuo, com ganhos estruturais de produtividade e competitividade.
Com informações Secom RS.
