Prefeitura e entidades locais promovem debates, ações de apoio e conscientização da violência contra as mulheres na cidade
A cidade de Novo Hamburgo aderiu à campanha internacional 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, com uma série de iniciativas coordenadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação (SDSH) e pela Gerência de Políticas para as Mulheres. As atividades começaram em 25 de novembro e se estendem até 10 de dezembro, com o objetivo de mobilizar o poder público, instituições e a comunidade para discutir e combater a violência contra as mulheres.
Desde a abertura, realizada na Praça do Imigrante, com a plenária do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (COMDIM-NH), representantes de diferentes setores — judiciário, segurança, assistência social — e membros da comunidade deram início a um período de debates e reflexões sobre as diversas formas de violência contra a mulher. A programação busca promover conscientização, informação e atuação concreta.
Programação da campanha em Novo Hamburgo
Dia: 4/12 – às 14h.
Roda de Conversa com a professora Betina Krause Saraiva, da FTEC, sobre Práticas da Lei Maria da Penha.
Local: Rua Carlos Afonso Branger, 307, Santo Afonso.
Dia: 5/12 – às 9h
Feira de serviços para a mulher com participação da OAB e Universidade Feevale
Local: Praça Punta Del Este
Dia: 8/12 – 11h30 às 12h30.
Oficina de Empreendedorismo
Local: Benjamin Altmayer, 2660, Roselândia.
Dia: 9/12 – 9h.
Blitz com entrega de informativos
Local: Av. Pedro Adams Filho, em frente à Igreja Coração de Jesus.
O objetivo das atividades vai muito além de informação, trata-se de construir uma rede de apoio real, acolher quem sofre, orientar sobre canais de denúncia e oferecer ferramentas concretas para proteger mulheres em situação de violência.
Por que a luta da violência contra as mulheres importa
A campanha 16 Dias de Ativismo, adotada em diversos países, busca lembrar que a violência contra as mulheres não se limita à agressão física: pode se apresentar como controle, humilhação, abuso psicológico ou institucional, formas nem sempre visíveis, mas igualmente dolorosas e graves.
Quando ações como essas acontecem, estamos dizendo coletivamente: basta. Estamos construindo uma comunidade que não tolera a violência contra as mulheres, que respeita, acolhe, protege e responsabiliza, não apenas no papel, mas na prática. Cada pessoa pode ajudar. Observar, ouvir, apoiar, denunciar sempre que souber de agressões. Porque cada silêncio é uma oportunidade perdida de impedir o sofrimento.
Se você souber de alguém passando por violência, não ignore. Converse, acolha, informe, e se possível, ajude a buscar apoio. Denunciar é um ato de coragem e de amor à vida.
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