Em entrevista ao Portal novohamburgo.org, Luiz Fernando Farias, que é também coordenador da Defesa Civil do Município, pede atenção aos hamburguenses para evitar acidentes.
Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org
O medo toma conta de famílias que moram perto de arroios em Novo Hamburgo. Nas proximidades do Rio dos Sinos, então, nem se fala.
Depois dos temporais que se abateram sobre o Rio Grande do Sul nos últimos dias, 36 cidades já decretaram situação de emergência. Na Capital Nacional do Calçado não é diferente. E não deve mesmo ser nos próximos 90 dias. É esse o prazo que dura o decreto assinado pelo prefeito Tarcísio Zimmermann (PT) na última sexta-feira, 20 de novembro.
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Nesta segunda-feira, dia 23, o Portal novohamburgo.org conversou com o titular da Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana e a previsão não é nada animadora. O Coronel Luiz Fernando Farias é também coordenador da Defesa Civil do Município. “Qualquer chuva que cair vai ficar sobre o solo”, diz o secretário, referindo-se à capacidade de absorção de água do solo, já superada. Farias pede atenção à população para situações de risco, sobretudo deslizamentos e desmoronamentos. “Situações diferentes devem ser avisadas à Defesa Civil”, aconselha. Os telefones de contato são (51) 3587-9880, em horário comercial, e (51) 99643889.
PREVENÇÃO
Como a previsão do tempo promete mais chuvas no próximo período, uma operação preventiva foi desencadeada pela Prefeitura. Concentra-se, segundo Luiz Fernando Farias (foto à esquerda), na potencialização da capacidade da Casa de Bombas do bairro Santo Afonso para baixar o nível das águas do Arrio Gauchinho. Na foto acima, é possível ver as máquinas trabalhando na limpeza do lago.
Quem tem os detalhes é o secretário de Obras e Serviços Urbanos. De acordo com Lino De Negri, a hélice da quarta bomba – de um total de sete – está sendo refeita por uma empresa especializada da Bahia. O prazo de conclusão é de 15 dias. Recursos na casa dos R$ 12,5 milhões do Governo Federal devem ajudar na solução dos problemas causados pelas cheias. “Este é um recurso que será usado no conserto da Casa de Bombas do Santo Afonso e que irá amenizar o drama das famílias que vivem em Novo Hamburgo e São Leopoldo”, garante o secretário.
VÍTIMAS
Informações da Defesa Civil dão conta de que 14 famílias continuam alojadas no ginásio de esportes da Escola Municipal Harry Roth, no bairro Santo Afonso. Luiz Fernando Farias explica que durante a segunda-feira vítimas que seguem com suas casas inundadas na Vila Palmeira foram cadastradas para receber cestas básicas. A Guarda Municipal monitora diariamente pontos mais afetados também nas Vilas Capanema, Planalto e do Lago.
A sub-chefe da Defesa Civil relata que os bairros mais afetados por vendavais foram Lomba Grande, Canudos, São José, São Jorge, Rondônia, Santo Afonso e Primavera. “Nestes locais, estamos acompanhando de perto a situação das famílias atingidas”, explica Inácia Wasem. “Aproximadamente 100 casas tiveram algum tipo de dano, seja pelo destelhamento, queda de muros ou deslizamentos de terra.”
RIO DOS SINOS
Em meio às más notícias, o nível do Rio dos Sinos é um alento. Conforme medição feita na manhã de segunda na estação de captação de água em Lomba Grande, houve diminuição. No dia anterior, a régua apontava 6,44 metros, três centímetros a mais em relação ao indicativo mais recente. “A tendência é que as águas continuem baixando. A situação fica crítica quando passam dos sete metros e isso só vai acontecer caso chova torrencialmente nos próximos dias, por um período prolongado”, comemora Farias.
Com informações da Imprensa da Prefeitura de Novo Hamburgo
FOTO: divulgação / Imprensa da Prefeitura de Novo Hamburgo
