
Novo Hamburgo tem um problema crônico, que parece, até agora, não ter dia, nem hora para acabar: os restos de fios que “enfeitam” nossa cidade.
Nesta semana, eu e Aurélio Decker sofremos com esses enfeitas (que não são natalinos), que a RGE e as operadores de telefone deixam como se fosse brinde de fim de ano.
O primeiro caso foi na rua Guia Lopes, perto da Maurício Cardoso. Voltava de um compromisso, e estava atravessando a rua, na faixa, quando um amigo acenou para mim. Quando vi, aqueles pedaços pretos de cabos estavam sob o meu pescoço, quase tropeçando. Até brinquei que só faltava a placa “SOS, me leve para casa! Alguém me esqueceu aqui”. Confesso que levei um tremendo susto. Imaginei algum idoso, ou deficiente, caminhando ali. É triste – e vergonhoso.
Seguindo, como se a coincidência não se misturasse com a realidade… fui tomar um café com o Lelo no Luna Bar, essa semana. Neste prazo e prosa, um leitor nosso nos avisou das guirlandas de Natal que haviam sido deixadas do lado de um poste trocado. Realmente, o poste ficou bom – mas o serviço, muito ruim.

A surpresa foi boa, e de dar risadas: as guirlandas eram dois enormes círculos de fios, que foram enrolados e simplesmente por ali ficaram, “enfeitando” a localidade. Para surpreender: as guirlandas que sequer foram tiradas dos postes – seguem lá, e presas- a estruturas metálicas. E, pasmem, a “um fio”, com o risco de cair acima de um automóvel ou de um pedestre.

Novamente, eu e o Lelo chegamos a conclusão que “deve ser algum presente para o munícipe”. Certa vez, meu colega foi visitar a sede da empresa de luz em São Leopoldo. A pé, da estação até a sua sede, eram 18 enfeites de fios emaranhados, atirados e com risco as pessoas.
Mas, isso, ninguém vê. Se o “resto” que mencionei no início deste texto parece pouco, me corrijo: neste caso, é muito!
Opinião do Dudu & Lelo.

