Redução do imposto gerou entre 50 mil e 60 mil novos empregos
A redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide em veículos custou R$ 559 milhões aos cofres públicos, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira ,1º de setembro.
Esse volume representa a diferença entre a arrecadação do setor público (R$ 1,258 bilhão), que inclui União, Estados e municípios, e os tributos que o governo deixou de arrecadar (R$ 1,817 bilhão).
A análise do Ipea, nesse caso, levou em conta que sem o IPI reduzido as vendas de carros e também a receita de outros impostos sobre a cadeia produtiva de veículos teriam sido menores.
“Uma medida mais adequada do custo da desoneração seria o volume total desonerado menos a contribuição positiva que o IPI reduzido teve sobre a arrecadação dos demais impostos”, afirma o Ipea. De acordo com o instituto se for incluído o aumento de arrecadação de ICMS gerada nos Estados, “há um equilíbrio na arrecadação”.
Segundo o Ipea, o desconto do IPI foi responsável pelo crescimento de 13,4% das vendas de automóveis no país no primeiro semestre, ou seja, das 1,422 milhão de unidades vendidas neste período, 191 mil teriam sido garantidas pela redução do imposto.
A avaliação do Ipea é menor que a estimativa da associação de montadoras Anfavea, anunciada no início de julho, de vendas entre 250 mil e 300 mil veículos no país de janeiro a junho graças ao IPI reduzido.
Além disso, segundo estimativas do instituto, a redução gerou manutenção de entre 50 mil e 60 mil empregos diretos e indiretos na economia no primeiro semestre.
O governo decidiu prorrogar no final de junho, por uma segunda vez, IPI zerado sobre veículos 1.0, mas a renovação do desconto vale até 30 de setembro. A partir daí, a alíquota zerada sobe para 1,5% em outubro, dobra em novembro, avança a 5% em dezembro, voltando aos originais 7% em janeiro de 2010.
