Quando jovem admirava as pessoas pelo sucesso delas; bastava serem notícias que minha cobiça crescia. Nem sempre o sucesso era proveniente exclusivamente de uma pessoa, mas geralmente uma única tinha o reconhecimento como sendo a de maior sucesso.
Joguei basquete (colégio, clube, empresa e município) e como é um esporte coletivo, todos obtinham o sucesso quando conquistávamos vitórias importantes, ou seja, ganhávamos à guerra e não somente algumas batalhas. Às vezes um jogador, por ter feito a última cesta, recebi os louros e consequentemente o sucesso entre todos. logo os demais participantes eram esquecidos ou não tinham a mesma atenção. Sendo jovem, me parecia necessária ter sucesso.
Hoje, cinqüentão, deixo de lado o sucesso e procuro o valor, quer das pessoas, quer da matéria necessária a minha atividade e à própria vida. Ter sucesso despende muito tempo e investimento e nem sempre podemos assim proceder. Ser sucesso ou ter sucesso é momentâneo e logo somos esquecidos porque sempre virão outros, com maiores e melhores sucessos, ao passo que se agirmos e fizermos tudo com valor agregado e percebido, jamais seremos esquecidos.
Na minha atividade o valor é imprescindível, ao passo que o sucesso pode ser substituído. O valor pode ser medido pela capacidade, pela integridade e pela conduta da equipe de vendas; acrescento que a empresa em si é parte desta equipe e que os seus produtos e serviços são atores importantes, porque se tivermos uma excelente logística e um péssimo produto ou um produto que não cumpre o que se destina como ter valor percebido frente ao cliente?
Já comprei um produto de sucesso (leia-se agora lançamento) e o arrependimento está estampado na minha face e no produto. Custou caro e o sucesso durou pouco tempo. Podia ter esperando e tê-lo comprado por um preço muito menor, mas na época, precisava do sucesso. Por um lado, todo o lançamento de sucesso sempre terá reconhecimento pelo público A que detém o maior poder aquisitivo e precisa sempre estar rodeado de sucessos, mas esquecem os fabricantes que as demais classes, principalmente a C e a D, que pela Teoria de Pareto é 80% do total dos consumidores, são quem realmente vão dar lucro aos mesmos e mesmo assim, são os mais sacrificados, mais exigidos e agora, com esta suposta crise mundial (oportunidade para muitos), ter produtos com valor está custando muito mais devido ao juro cobrado, quer na fabricação, quer na comercialização.
Portanto amigo, procure definir como vai atuar no seu mercado; se preferir sucesso, cuidado porque sempre deverá estar inovando ao passo que trabalhando com valor, o seu retorno pode até demorar mais, mas com certeza será melhor, muito melhor porque o valor percebido no homem e na matéria é o que define sua qualidade.
Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.
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