Existe a indústria do pedir. Isto mesmo, de tanto receber, as pessoas se acostumam e ficam sempre esperando que alguém dê algo, sem que haja mínimo esforço ou merecimento
Poderia citar nomes, mas não convêm porque a ira destas pessoas é muito grande e não medem esforços para dar o troco, mesmo que cuspam no prato que os alimentou.
Quer na vida, quer no trabalho sempre terão indivíduos que assim agem e sempre continuarão agindo. Se não conseguem de primeira, atiram o caniço ao lado e preferem nada fazer; se pescarem algo e não for como queriam, o procedimento é o mesmo. No fundo o que querem (não é mais desejo, mas obrigação) é a facilidade de terem recursos a qualquer momento, pulando hierarquias, treinamentos, longos períodos.
Quantas vezes fui abordado por pessoas deste naipe dizendo que é moleza o que faço e que qualquer um poderia continuar fazendo o meu serviço e esquecem de retornar ao início de minha carreira, onde houveram (e existem) inúmeras barreiras, obstáculos, custos e enormes investimentos. É muito simples e porque não dizer fácil demais tomar a direção de um carro após alguém tê-lo comprado com muito suor, feito o registro no órgão de trânsito e contratado um seguro sem esquecer de deixá-lo abastecido e regulado.
A idade ensina e nos dá a paciência a qual tem limite; quando o limite é ultrapassado, o estresse se apresenta e nem sempre com pequenos sinais. Geralmente vem derrubando tudo pela frente e se o organismo não tiver defesa, o indivíduo caí, fulminado por um derrame.
Tenho mantido uma dieta quase que perfeita e com poucos exageros. Sempre que possível faço longas caminhadas e às vezes, caminho mais de 8h semanal. O ácido úrico, a glicose, o colesterol total, os triglicerídios, o colesterol HDL, a creatina, o hemograma, o antígeno prostático e outros estão normais, ou seja, estou bem. Tenho de observar a glicose porque o exame fora feito com 12h de jejum e ficou levemente alterada, mas com uma boa caminhada e controle no açúcar se resolve.
Voltando ao título, tentei ensinar a pescar e fui exigido dar o peixe e o resultado foi diretamente relacionado com a minha pressão cardíaca. Fiz diversos exames e não estou sugestivo a isquemia coronariana, mas a pressão esta alta, altíssima. Posso estar enganado porque não sou médico, mas o estresse que estou passando faz parte deste resultado.
Vale a pena, então, ajudar as pessoas ensinando-as a pescar e até dando o peixe? Mesmo com o que passei, passo e vou passar, afirmo que sim, porque devemos sempre procurar ajudar aos outros, mesmo que não reconheçam a ajuda e quem os ajuda: a caridade começa em casa, mas tudo tem um limite, infelizmente.
Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.
“Por maior que seja o buraco em que você se encontra, fique feliz, porque ainda não têm terra por cima.” (desconheço o autor)
