Alunos se dedicam exclusivamente às dissertações, teses, à publicação de artigos e a leituras. É com a bolsa que muitos pagam despesas como o aluguel e a alimentação.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
As bolsas de pós-graduação se tornaram a única fonte de renda para muitos estudantes brasileiros. Com valores mensais variando entre R$ 1 mil e R$ 4 mil, o benefício terá um reajuste de 10% a partir do mês de maio.
A alteração no valor das bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq foi anunciado em março. Os novos valores já estão valendo. Com isso, a bolsa de mestrado passa de R$ 1.350 para R$1.500, a de doutorado, de R$ 2.000 para R$ 2.200 e a de pós-doutorado de R$ 3.700 para R$ 4.100.
“A bolsa é interessante porque legitima a nossa função como estudantes, nos dá um aval de pesquisadores”, diz o doutorando em literatura da UnB (Universidade de Brasília) Douglas Sousa. “Mas o valor é ainda mais interessante para aqueles que não são de Brasília, que moram em residência própria. Eles podem usar a bolsa apenas para manutenção do curso, gastam com lanches, livros e viagens para congressos. Para nós que somos de outros Estados, temos que pagar aluguel, alimentação, além de bancar nossa participação em eventos científicos, que é quase uma obrigatoriedade para pós-graduandos”.
Douglas estuda uma média de seis a oito horas por dia. A bolsa é um auxílio para que ele possa se dedicar exclusivamente a especialização. Na UnB, de um total de 7,6 mil alunos de pós-graduação, 4,5 mil, quase 60%, são brasileiros que não residiam no Distrito Federal.
Informações de Uol.com.br
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