“Não é possível compreender algo sem antes aceitá-lo
como ele realmente é – e não como gostaríamos que ele fosse.”
Crianças nascem todos os dias, às dezenas, pelo país inteiro.
Muitas, sem planejamento algum.
Essas crianças precisam de, no mínimo, cuidados básicos para sobreviver, como: higiene, saúde, amor, carinho, atenção e muitas outras necessidades.
Dessas dezenas algumas ficam sem sua mãe logo após seu nascimento e acabam indo para os abrigos e encaminhados para adoção. Esses, já praticamente lotados, ficam mais lotados a cada dia que mais uma criança que não foi planejada é rejeitada pelos pais e pela sua família, sem condições financeiras ou psicológicas; virando, assim, estatísticas e números.
Sofrendo com o descaso e o abandono, elas se frustram dia após dia com a expectativa de serem aceitas por uma nova família que lhes acolha, lhes forneça um lar, carinho, dedicação, educação, amor…
Quem é o responsável?
E o ciclo segue
Com os cães isso não é muito diferente. Alguns definidos como “criadores” são verdadeiros fabricantes de cães. Cruzam e criam de forma irresponsável e inconsequente, sem preocupação alguma com o bem estar verdadeiro do animal. Outros, para ganhar alguns trocos, agem de forma inescrupulosa, aproveitando-se de um modismo (na novela, no filme) e até da carência emocional de seus ditos “clientes” (ou devo chamá-los de vítimas?)!
Os canis municipais e as “ONGs” vão se entupindo de animais abandonados, que foram adquiridos no calor do momento, da emoção e com desprendimento tal os abandonam com a mesma facilidade que os adquiriram.
Os números assustam
Infelizmente, não há famílias para tantos animais. As feirinhas e os esforços dos bons samaritanos que se empenham e assumem a responsabilidades pelos irresponsáveis que cometeram o abandono não são suficientes para acompanhar o aumento da população de abandonados.
Enquanto um é adotado, outras duas ninhadas de até oito filhotes nascem em algum lugar e, consequentemente, serão abandonados em algum lugar.
Veja alguns números como exemplo:
Necessário e indispensável
É preciso bom senso, sensibilidade e mais responsabilidade dessas pessoas que adquirem e cruzam seus cães de forma descontrolada. O Estado ou a administração da sua cidade também poderiam participar:
– criando um cadastro dos criadores;
– fazendo um controle de natalidade;
– divulgando campanhas para informar e orientar as pessoas para uma posse mais responsável;
– e fazendo campanhas de castração e parcerias com veterinários;
Castrar é uma boa opção. O procedimento não é simples, tornando-se mais caro, principalmente em fêmeas. Mas, às vezes, com uma boa conversa, alguns veterinários conseguem condições melhores.
Pense, enquanto houver quem compra na emoção, haverá oportunistas procurando por essas pessoas.
Alguns talvez afirmem: mas o que eu mais vejo nas ruas são os “vira latas” e não os de raça. E respondo com outra pergunta: como surge um “vira latas”, SRD (sem raça definida), se não pela mistura variada de muitas raças (abandonadas)? E existe diferença no ato de abandono? Pois uma fêmea no cio cruza com vários cães nesse período. E 60 dias depois, nascem os cães misturados, os vira latas, os SRDs.
Quem é o responsável?
Pense nisso!
Até a próxima!



