Medo é um dos principais motivos que levam as mulheres a não denunciarem seus agressores. Em Novo Hamburgo, diante da situação, centro de apoio às mulheres busca mudar a realidade ainda violenta.
Da Redação redacao@novohamburgo.
De acordo com a Convenção de Belém do Pará, violência contra a mulher pode ser definida como “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.
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A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos, realizada em Viena na Itália, em 1993, reconheceu a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. A partir de então, os governos dos países membros da Organização das Nações Unidas – ONU e de organizações da sociedade civil buscam eliminar desse tipo de violência. Ato como este já é considerado como um grave problema da saúde pública.
De acordo com a Organização Mundial da Mulher, o Brasil é o 84º país num ranking com maiores índices contra as Mulheres. Em Porto Alegre, o incide de ocorrências é de 74 para 100 mil habitantes. Realidade como essa acabam se refletindo sobre outras cidades da região. Frente a esta realidade, foi criado em 2011 o Centro de Referência Viva Mulher em Novo Hamburgo. A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Fátima Fraga, contou ao Portal novohamburgo.org a rotina de atividades do local.
O lugar é um espaço dedicado ao atendimento, acolhimento de mulheres vítimas de violência, e de trabalhos de educação e prevenção. Fátima comenta que “qualquer mulher pode chegar”. “Não é preciso ter ido a um outro lugar ou ter feito Boletim de Ocorrência”, explica.
Equipe atua em diferentes áreas
Nesses dois anos funcionamento, o espaço já recebeu cerca de 485 mulheres e realizou mais de mil atendimentos. A coordenadora também informou que existe uma equipe que atua em diferentes áreas, tudo para receber bem as mulheres. “Se ela está com medo, pode contar com o apoio de psicólogo, por exemplo”.
Outro exemplo são as mulheres acabam ficando com medo de voltar para casa. Nesses recebem apoio do serviço social, que auxilia a mulher a achar um lugar seguro para ficar. Fátima afirma que atos como estes buscam fazê-las se sentirem “seguras para poder continuar no projeto”. Ela também salienta que o lugar não recebe apenas hamburguenses, mas também mulheres de outras cidades da região. As interessadas podem entrar em contato com o Viva Mulher através do telefone (51) 3036 – 1818.
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