A fiscalização do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo encontrou o grupo resgatado trabalhando em uma fazenda no Pará, onde o dono foi autuado e teve de pagar indenizações
Em uma fazenda na área rural de Rondon no Pará, 32 pessoas se encontravam em situação de escravidão e foram resgatadas pelo Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo. O grupo trabalhava na retirada da chamada juquira (plantas que invadem a pastagem) e na produção de carvão mineral, segundo informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Os trabalhadores estavam nesta fazenda há mais de seis meses, sem carteira assinada ou qualquer outro direito trabalhista assegurado como horas extras, férias e décimo terceiro, além de não receberem salário integral. O alojamento foi classificado como um local inabitável pela fiscalização, e eles não recebiam equipamento de segurança obrigatório para as tarefas.
Segundo o MET, um dos trabalhadores se acidentou com uma motosserra e não recebeu atendimento por parte do contratador, foi socorrido apenas pelos colegas de trabalho. Grande parte do grupo eram pessoas do estado do Maranhão que foram para lá atrás de trabalho. As 32 pessoas foram retiradas da fazenda e tiveram os contratos de trabalho rescindidos, com direito a receber o seguro-desemprego.
O proprietário da fazenda teve de pagar as verbas indenizatórias aos funcionários, em um total de cerca de R$ 60 mil. Ele também foi autuado pela Polícia Federal no artigo 149 do Código Penal, por manter trabalhadores em regime análogo ao de escravo. A operação do Grupo Móvel no local começou no dia seis e terminou na última sexta-feira, dia 15.
