Usuários promovem campanha para que se delete o próprio perfil no Facebook nesta segunda-feira, como forma de protesto contra a falta de privacidade.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Os internautas mais preocupados com a falta de privacidade no Facebook marcaram para esta segunda-feira, dia 31 de maio, uma ação em conjunto para que usuários do site façam um “suicídio” de seus perfis na maior rede social do mundo, com mais de 450 milhões de usuários.
Para alavancar a campanha foram usadas redes sociais como o Twitter. Em seu site, QuitFacebookDay.com, os ativistas pedem aos usuários que se comprometam a deletar o perfil ao assinar com sua conta no Twitter.
Quando o Facebook lançou, no final de abril, um aplicativo que permite a personalização instantânea, não esperava uma revolta por parte dos usuários. Mas as últimas mudanças na política de privacidade dessa rede social deixaram muita gente com medo de que o site esteja compartilhando muitas informações pessoais com os anunciantes.
Boicote
Além do “Facebookcídio”, um protesto contra o Facebook propõe um boicote aos serviços do Facebook no dia 06 de junho, alegando que o fundador do site, Mark Zuckerberg, disse que “não acredita em privacidade”. Segundo eles, “o verdadeiro cliente do Facebook são os anunciantes com quem eles trabalham juntos: NÃO VOCÊ”.
Os manifestantes online pedem aos usuários que não usem ou interajam com a rede social de forma alguma. O movimento tem uma conta no Twitter (@FacebookProtest) e sua própria página na página de eventos do Facebook.
Adesão à campanha
É muito improvável que muita gente adira à campanha, até por que poucas pessoas estão realmente preocupadas com o fato de o Facebook, o MySpace e outras redes sociais terem sido flagrados pelo site Mashable passando informações pessoais para seus anunciantes e porque não têm noção do grau de risco que correm.
Na época da mudança, dezembro do ano passado, o advogado da Fundação Fronteira Eletrônica, Kevin Bankston, disse à revista Wired que as novas regras tornaram todas as informações públicas, como nome, perfil, foto, endereço, redes e páginas das que o usuário é fã.
Em entrevista à revista, o porta-voz do Facebook, Barry Schnitt, explicou que a maioria dos usuários já tinha tornado essas informações públicas antes da mudança, por isso ela nem era uma modificação para a maioria deles.
Schnitt acrescentou que o site atendeu às preocupações dos usuários em relação às listas públicas de amigos ao remover um link nos resultados de buscas e ao permitir que eles pudessem escondê-la na configuração de seu perfil.
Questionamento contra Google, Hotmail e MSN
Segundo Jairson Vitorino, diretor de tecnologia da E.life, que monitora redes sociais para empresas, a polêmica em torno da privacidade no Facebook teve uma boa repercussão nos Estados Unidos e na Alemanha, país em que vive.
Para Vitorino, por um lado não se pode punir uma empresa por ela ser bem sucedida. Por outro, a população em geral não entende direito a discussão em torno da privacidade. O diretor da E.life diz que, curioso mesmo, é o motivo de esses mesmos usuários nunca protestaram contra outros serviços.
“Acho injusto o tratamento dado ao Facebook. Por que eles não se revoltam contra o Google, contra o Hotmail e o MSN? Todos eles coletam informações pessoais e ninguém faz campanha para deixar de usá-los”,
Informações de portal R7.
FOTO: reprodução

