Assembléia Legislativa do Estado propõem reajuste de 143% para o salário de Yeda. Aumento atinge também vice e secretários
Você já pensou em receber um aumento salarial de 143%? Pois é, por iniciativa do presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, a Governadora Yeda Crusius pode pensar nessa possibilidade. O chefe do Legislativo, Deputado Alceu Moreira, começou a tramitar ontem na Casa, um projeto que muda de R$7, 1 mil para R$ 17, 3 mil o salário da moradora do Piratini.
Mas, se o projeto foi aprovado, não será somente a governadora que vai ver sua conta bancária aumentar. O vice e todo o secretariado também ganharam um belo reajuste em seus vencimentos. Feijó e os secretários de Governo passariam de R% 6,1 mil para R$ 11,5 mil, um acréscimo de 89%.
De fato, o salário de Yeda, é um dos mais baixos em comparação com o de outros chefes de Executivo. Mas com o aumento, ela seria a segunda colocada, perdendo apenas para o governador do Paraná, Roberto Requião, que ganha R$ 22, 1 mil.
O porta-voz da governadora, Paulo Fona, afirma que o Piratini atuará como espectador da iniciativa legislativa. ¨ É evidente que há uma defasagem nos salários. Mas cabe à Assembléia Legislativa definir soberanamente quais são os novos valores a serem fixados. O Executivo aguarda uma posição do parlamento¨ , disse.
O descontentamento de Yeda com o salário não é novidade para ninguém. No encerramento do 28º Congresso dos Municípios, no dia 18 de junho, a governadora disse que o salário recebido por ela impede que se pague mais para os secretários, o que prejudica a contratação de técnicos para ocupar funções importantes do governo.
Vortação deve ocorre antes do recesso
Conforme o presidente da Assembléia, a votação em plenário deve ocorre antes de 16 de julho, quando começa o recesso parlamentar .Para isso, a proposta depende de acordo de líderes de todas as bancadas. Se o acerto não vier, a expectativa de Alceu é de que o projeto seja apreciado em 5 de agosto.
Os salários dos governadores pelo país
Paraná: Roberto Requião (PMDB) / R$ 22,1 mil
São Paulo: José Serra (PSDB) / R$ 14.850
Rio de Janeiro: Sérgio Cabral (PMDB) / R$ 12.765
Bahia: Jaques Wagner (PT) / R$ 11.246
Minas Gerais: Aécio Neves (PSDB) / R$ 10,5 mil
Santa Catarina: Luiz Henrique (PMDB) / R$ 10 mil
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