Técnico gremista respondeu a pergunta sobre as semelhanças do seu time com o campeão da América e do Mundo em 1983.
Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Renato Gaúcho é uma dessas figuras do “mundo do futebol” que se caracterizam pela irreverência.
Com ele, não tem entrevista chata. É verdade que quando o Grêmio perde, não é fácil aturar seu mau humor. Ainda assim, ele sempre se sai com uma pérola. Imagine, então, depois de uma vitória de goleada!
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Em meio ao clima de descontração na entrevista coletiva após a vitória por 3 a 0 sobre o Oriente Petrolero, na última quinta-feira, dia 17, na estréia da fase de grupos da Libertadores 2011, o comandante e ídolo gremista mais uma vez mostrou que sabe dizer o que a torcida quer ouvir.
Questionado sobre as semelhanças entre o grupo que dirige e aquele no qual jogou, em 1983, quando o Grêmio foi campeão da América e do Mundo, não hesitou na resposta: “Você não vai me perguntar qual era melhor, porque, pô, aí é covardia”. Para bom entendedor, meia palavra basta.
Antes, no entanto, o treinador fez questão de valorizar seus comandados, usando o time que liderou dentro de campo como referência. “A nossa equipe de 83 era muito unida, muito técnica, muito valente, também. Da mesma forma que é a de hoje.”
Portaluppi ou Espinosa?
E tem mais, com Renato Portaluppi não tem saia justa. Com o sotaque carioca, fruto dos anos que viveu jogando futvôlei no Rio, de bermuda e chinelo (foto), não quer nem saber se o momento é solene, a entrevista coletiva do técnico, ritual após as partidas.
Ouviu mais uma pergunta delicada: quem é melhor, Renato ou Valdir Espinosa? Primeiro, do “jeitinho brasileiro, tentou sair pela tangente. “Não dá para pular essa, não. Pedir a ajuda dos universitários”, respondeu, de imediato.
Em seguida, foi politicamente correto com o técnico que o comandava em 1983. “O Espinosa é um pai, é um grande treinador, me ajudou bastante, me descobriu. Deu o título mais importante que o Grêmio tem até hoje.”
Por fim, não deixou de se auto-afirmar. Humildade não é das suas principais características, definitivamente. “Eu tenho muito que aprender, mas pode ter certeza que eu não caí de pára-quedas no futebol, não.” Enquanto durarem as vitórias, a lua-de-mel com a torcida será eterna…
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FOTOS: Felipe de Oliveira / novohamburgo.org
